Eu nasci
predestinada a confessar as histórias do silêncio, e como são cinzas os dilemas
que provém da mudez. São
cinzentas, molhadas e férteis as nuvens carregadas de chuva. Eu sou
uma criatura que revela o deserto escuro, e só faço moradia no que há entre o
nada e o tudo. Mas só saio de lá com o que não pertence a mim para devolver a
ti.
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