sábado, 3 de fevereiro de 2018

Rua dos Milagres

Nada restará se tu esqueceres dos segredos do teu quarto.
Verde-lima, percevejo, dos males aparto.
De todas as quinquilharias ajuntadas aos enigmas, descarto:
os relógios, os cabideiros, os cestos organizadores,
E então infarto.

Desmemoriado, lembre-se da Rua dos Milagres, nº 61!
Azul, aromas e rumores, não era um lugar-comum.
Das saídas furtivas às prendas oferecidas, estava sempre em jejum.
Está tudo no álbum, e alguém batia à sua porta, podia ser eu,
E isso era bem comum.


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