Os tempos
melancólicos trazem de volta as folhas amareladas daquela terra orvalhada. De
repente, vejo as ruelas silenciosas desafiarem os outonos imaculados de Santa
Irene, esforçando-se a afadigar todos os meus devaneios míticos.
Furtiva e transgressora
contorno os caminhos oníricos, e avisto Santa Irene a banhar-se numa lagoa de
águas salgadas. A divindade, serva fecunda de Deus, que um dia renunciou a toda
vaidade, retoma as suas vestes azuis e seduz os casais com as suas premonições.
Após sua aparição,
Santa Irene dissipasse pelos penhascos, instigando ainda mais os meus
presságios de setembro. Sim, de tempos em tempos, pressinto seus regressos
entre as folhagens douradas das minhas veredas delirantes.
Santa Irene abençoa o
meu espirito e nunca recusa os meus cantares; afundo os pés nas areias negras
daquela praia, e, mais uma vez, com vestes brancas e sandálias nas mãos,
anuncio pela ilha todas as suas quimeras.
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